Frase

“Opportunity is not only being in the right place in the right time but to have the courage to go to the right place when the right time comes”.


BLOG FEITO À MINHA FAMÍLIA, AOS MEUS AMIGOS, E A QUEM TIVER INTERESSE EM VIAJAR COMIGO, NESTA NOVA AVENTURA, TRABALHAR EM UM NAVIO.....

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dia 27 de janeiro

Acordei 06:30, isso porque tinha ganho 1h off de manhã e só precisava entrar no trabalho às 9hs. Me arrumei correndo e fui até a varanda aqui perto da cabine, no deck 10 (sim, moro no 10° andar, e tem uma varandinha aqui do lado - é dos passageiros, mas a gente também usa, pra saber se vai dar praia). O navio tava chegando no porto de Buenos Aires. Voltei pra cabine correndo, mais ansiosa do que nunca. Sabia que ia demorar horrores para descerem a Gangway e arrumarem todos os apetrechos para os passageiros desembarcarem, mas não podia perder um minuto.
Quando deu 8:30hs, o navio já estava amarrado,gangway no lugar. Perguntei pra um segurança – “John, os visitantes já embarcaram?” “Não Fernanda, ainda não abrimos. Você tem visita?” – “Sim Jonh, meu ex marido, mas não tenho certeza se ele vem. Se ele chegar, vc liga lá no SPA? Tenho que ir trabalhar”. - Então o John, que é o indiano mais legal do mundo, passou o rádio pra todos os seguranças do navio. De todos os cantos. Se o Raul aparecesse, era pra avisarem a Fernanda. Pronto. O navio tava todo avisado. Era só esperar ele chegar...

Como era o primeiro dia de Buenos Aires, todos os passageiros saem do navio, e o barco fica às moscas (ou seja, sem nada pra fazer no SPA). Eu subia e descia igual barata tonta. Do deck 10 (da varandinha aonde tinha a melhor vista da gangway), até o deck 11, no SPA, só pra fingir que eu tava trabalhando. Que angústia meu Deus. Ficava olhando todos os ônibus que vinham do terminal pro navio, e todos vazios. Chegavam na porta do navio, enchia de passageiros e “ía-se” embora. As meninas do SPA estavam tão ansiosas quanto eu, a espera do “desconhecido” Raul. Na minha última tentativa, chamei Poliana para ir comigo. Ficamos olhando ônibus irem e virem durante uns 20 minutos. Quando olhei no relógio: 10:25hs, falei pra Poli. “Bom amiga, ele não vem mesmo, trabalha daqui à pouco, não daria tempo. Vamos subir”. Mas mesmo assim alguma coisa me fez esperar o último ônibus. Parou. Desceu alguém.

Um homem alto, de regata branca e tatuagem gigante no braço. Meus olhos não estavam acreditando que era ele. Poli!!!! É o Raul!!! Comecei a gritar o nome dele que nem louca!!! A Poli se empolgou e gritou também!!! Parecíamos 2 malucas gritando lá do alto... e de repente ele virou a cabeça, olhou pro alto e me viu!!! O choro veio lá de dentro... Gritei que eu tava descendo, e voei. Nem lembro aonde foi parar a Poliana, só sei que desci o mais rápido que pude... pelo elevador dos passageiros mesmo, que é proibido. Cheguei na Gangway, não conseguia nem respirar. Quando ele veio em minha direção, fiquei muda, parada, sem reação, e finalmente ganhei o abraço “de urso” mais gostoso, e mais esperado do mundo, que só ele sabe dar, e me desmanchei a chorar. Ah, Que saudades!!!

Ele tinha conseguido folga o dia todo, então ficou no meu navio até as 4hs. Começamos com o tour na área dos tripulantes; cabine, academia e SPA. As meninas finalmente conheceram o tal Raul, e esse assunto deu “pano pra manga”. Depois, piscinas, shopping e buffet. Conversamos sobre tudo e mais um pouco. Conversamos sobre a gente, sobre o passado e sobre o futuro. Conversamos sobre a família, os amigos e a Joaninha. Comparamos os nossos navios, as nossas comidas e as nossas festas. Combinamos de nos ver no fim de fevereiro, qdo nossos navios se encontram de novo e desta vez, eu que vou visitá-lo. Nos despedimos na gangway como grandes e bons amigos, e desta vez, aquele “tão esperado último olhar”, que eu tanto aguardei no aeroporto, apareceu. Nesta hora um filme passou na minha cabeça, de tudo que já passamos juntos e como viemos parar aqui. Chorei. (Não diga!!! Estou curada do “bloqueio emocional anti-choro” Rsrs).
Não rolou nenhum beijo, como imagino que estejam perguntando, nem tampouco juras de amor eterno.
E com tudo isso... percebi que 7 anos são muitos anos para se esquecer em apenas 1.

23 de janeiro – 6° Santos

Hoje é um daqueles dias que começa brilhante e termina mais escuro do que as noites lá fora. É dia de Santos. Todos os Santos eu estou off pra poder visitar a minha família. Isso já aconteceu 6 vezes. Minha mãe vem cedinho me buscar no navio, e vamos pra casa. Lá vejo minha vozinha e o Giggio, meu cão. De vez em quando encontro minha irmã e meu cunhado. Tomo banho no meu banheiro e fico na internet postando minhas fotos. Até hoje não deitei na minha cama. Vontade não me faltou, mas o medo de não querer mais sair de lá, me evitou experimentar.
Nossa como é difícil. Como é difícil voltar pra casa e ter que sair de novo. As horas passam voando, ao todo são 6hs de folga (poderia ser mais, se o meu gerente cumprisse o que promete), e num picar de olhos, já estou eu voltando pro barco.



Eu com a minha vozinha, numa das vezes que fui pra casa


Hoje foi mais triste ainda. A Paula o Rafa e a minha mãe vieram pro navio. Sim, podemos receber visitas em dia de porto. É só preencher num papel os dados das pessoas (da família somente) e eles embarcam no dia que escolhemos. Ficaram das 10hs até as 4hs da tarde. Visitaram o navio inteiro: minha cabine, o SPA, restaurantes, bares, cassino, piscinas. Almoçamos juntos no Buffet e quando deu a hora, levei todos até a gangway (ponte para sair do navio). A vontade de ir junto era tão grande que quando virei as costas comecei a chorar. Foi a segunda vez que chorei aqui. A primeira chorei porque estava doente e me vi sozinha, durante um longo dia. Quem me conhece sabe como choro à toa, mas aqui no navio, acho que estou passando por um “bloqueio emocional anti-choro”. Estou sendo mais forte do que imaginei que fosse. Mas hoje não me agüentei. Chorei no corredor, no elevador e na minha sala. Ah, como eu queria ter ido junto. Como foi difícil vê-las indo embora e eu ficando.


Voltei pro SPA mais desanimada do que nunca. Sem vontade de fazer nada. Sem vontade de trabalhar, de sorrir, de nada. Dei de cara com o meu querido gerente dando seus “pitis” diários. Passei reto e “abstraí”. Tem vezes que preciso fazer isso, passar reto, fingir que sou cega, surda, e o mais difícil pra mim, muda. Mas hoje foi fácil. Nada que eu ouvisse iria piorar minha tarde. Mas piorou.


Uma das meninas estava com a internet ligada, escondida numa das salas, já que o SPA estava às moscas, e eu resolvi entrar no meu MSN pra poder falar mais com a minha mãe. Em vez dela, encontrei Raul. Ele estava na Ilha Bela, dentro do navio, e contando os dias, 66, pra desembarcar. Nossos navios vaão se encontrar dia 27, daqui 04 dias, em Buenos Aires. Não poderei sair porque estarei de Port Maning, então combinamos de eu colocar o nome dele na caixinha, como meu primo, e ele vai tentar entrar de manhã, porque começa a trabalhar às 11hs.

Nos falamos muito rápido, no máximo 05 minutos, mas foi o suficiente para que todos os sentimentos que estavam guardados no fundo do meu coração viessem à tona. Chorei o resto do dia, em todos os lugares...
Agora estou terrivelmente gripada. Com a maior dor de garganta que já tive na vida. E tudo que vejo me dá vontade de chorar.
Não sei se vou publicar este texto no blog... Lendo novamente parece mais um desabafo para o meu diário do que um post de um blog.
Só sei que hoje não estou bem, quero ir pra casa, de vez.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2 meses e meio (15/01/11)

As coisas por aqui estão indo... Já percebi que não vou ganhar dinheiro. Talvez nem dê pra pagar o que gastei, mas tenho me convencido que este gasto está sendo um investimento pessoal e profissional. E é isto que está me dando forças pra continuar. Estou realmente cansada. As horas demoram pra passar, e quando não se tem cliente, as coisas ficam piores porque temos que fazer mágica para consegui-los. Mas penso também que tudo poderia ser pior. Poderia ter ido para o Samsara, outro tipo de SPA que a Steiner tem em alguns navios da Costa. Dizem que se ganha muito mais, mas em compensação, é um puro terrorismo. Os gerentes fazem aquela “pressão Steiner” o tempo todo, teatrinho que cansa a minha beleza, para as meninas atingirem o target (meta), e se não atingem, podem ouvir coisas do tipo: burra, incompetente... e aí vai... E isso é verdade... tenho fontes quentíssimas... É assim mesmo! Ahhhh, eu não agüentaria. Aqui já me estressei com os 3 gerentes que já tive, e FALO mesmo!!! Não fico quieta!!!

No Spa Saturnia, que é o “estilo” do SPA que trabalhamos, as coisas são mais lights, mas não menos cobradas.
Quando embarquei, tínhamos um manager romeno, Costel, que era meio casca grossa, mas muito querido. Ele conseguia ver o lado humano das pessoas. Lembro que todas as meninas que chegaram , todas muito assustadas, como eu, eram recebidas por ele lá no crew Office (primeiro lugar que vamos qdo embarcamos) . Ele fazia questão de explicar o funcionamento do navio. Nos levou pra almoçar no staff mess pela 1° vez; saía com a gente nas noites de gala, ainda pagava a caipirinha, rsrsrrs, e fazia umas piadas muuuuito das sem graça... mas gostava dele. O trabalho era bem mais tranqüilo, sem muitas cobranças.
Como o Costel ainda não tinha feito o curso de manager na Steiner, teve que ir embora 2 semanas antes do navio vir pro Brasil e então foi substituído por um italiano tão chato, mas tão grosso, que no 3° dia dele aqui, não resisti e falei isso pra ele. Ahh, tava tão de saco cheio dele, das grosserias, do modo que ele falava com a gente que eu tava a fim de ir embora mesmo, de verdade. Chamei ele um dia na recepção, só estávamos nós dois, e tasquei o verbo! Disse que ele não tinha motivo de tratar as pessoas desse jeito, que isso não dava motivação pra ninguém. Que no Brasil as coisas são diferentes, que ninguém está acostumado com esse tipo de tratamento e blá-blá-blá. Pelo incrível que pareça, o cara me escutou, não tentou se justificar e disse que ia tentar ser mais leve. Só sei que fiz tanto nam-myoho-rengue-kyo pra eu ter forças pra agüentar, que depois de mais 3 dias, tivemos a brilhante notícia de que nosso querido gerente não tinha o visto brasileiro (a Steiner esqueceu de fazer), e ele teria que desembarcar no último Veneza. Uhuuuuu!!! Buda está do meu lado!!!

Desde então estamos com o Vinícius. Um brasileiro doido que chegou com a corda toda, querendo mudar o mundo, o SPA, e a gente. Conseguiu a metade, a outra, acho que ele esqueceu, ou desistiu (ainda bem). Neste último cruzeiro tivemos a visita do Andrea. Outro italiano, que é supervisor da Steiner. O trabalho dele é ficar fazendo cruzeiros pelo mundo, fiscalizando e “ajudando” os gerentes. No começo detestei ele (pra variar). 1° porque o stress no SPA tava terrível. O Vinícius tava quase tendo um treco porque o cara tava chegando, reclamando de tudo o tempo todo, e vendo defeito em tudo que fazíamos... dava uns “Pitis – coisa de biba- que ninguém tava aguentando! Tava insuportável! (é Vini, se um dia vc ler isso, vc tava insuportável mesmo). E 2° porque o cara era o Simone escrito (aquele gerente que foi despachado pelo meu Buda) . O cara tinha o mesmo jeito, a mesma arrogância, a mesma voz... Tensão total! Mas no final, na última reunião, até que o cara foi bacana. Ele até sorriu. (tudo bem que atingimos o target da Steiner - pela 1° vez ).
A vinda do Andrea pra cá (não sei por que “raios”, esses italianos tem tudo nome de mulher: Andrea, Simone, eu hein!), então, a vinda desse Andrea pra cá mudou algumas coisas. Ele ensinou ao Vini, que não adianta colocar a meta individual lá no topo porque não iríamos alcançar e não iríamos nem tentar. E é verdade. A meta caiu, alcancei 2 vezes e tive 2 horas off. É ótimo isso porque dá mais disposição pra trabalhar. A gente faz de tudo pra agendar um cliente e pra vender os produtos. Se empolga pra trabalhar. E tudo isso pra ganhar horas off e ficar mais tempo longe do SPA. KKKKKKK.
Hoje percebo que não dá pra aconselhar ninguém a vir ou não vir. Depende muito de como você encara a vida. Depende muito do que você vem buscar. Eu vim sem saber o que buscar. Vim sem saber o que encontrar. Vim completamente perdida. Descobri que não existe lugar melhor pra viver do que o Brasil. Descobri que a nossa cultura realmente é diferente do mundo todo, e é a mais feliz. Descobri que tenho mais paciência e coragem do que sempre imaginei. E o mais importante de tudo; descobri que amo demais a minha família.

Sim, tô me acostumando. Tem dias que amo. Tem dias que odeio.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vida de navio (2)

Bagunça no corredor... SPA em peso!


Vida de navio (2)
... na verdade tenho tantas coisas pra contar que não sei como começar. Todos os dias acontecem coisas, ou vejo coisas que na hora penso “vou botar isso no meu blog” mas o tempo vai passando, aquilo que achei interessante já não lembro mais, ou passou a ser comum que não vejo mais graça... e acabo desencanando de escrever. É como tirar fotos. No começo, não saía sem minha máquina... já hoje, nem sei aonde ela está...
As coisas por aqui vão ficando normais... rotineiras demais... é muita rotina mesmo... tudo igual, todo dia. As mesmas pessoas, trabalho, horários, os mesmos caminhos, comidas, festas , músicas... tudo igual.... A única coisa que muda é paisagem.... ah, isso muda todo dia... e é cada por do sol..... cada vista... que faz passar a idéia de desistir de tudo e voltar pra minha cama, pra minha casa, pro colo da minha mãe.... Ahhhh, isso realmente passa na minha cabeça todos os dias... desistir...” Parar de brincar disso”. Conto os meses pra ir embora daqui. Não que eu esteja detestando... ta ta bom, tem dias que detesto sim... mas tem dias que adoro. É tudo muito intenso... Já tinham me avisado disso, mas só passando por isso pra sentir. Quando estamos tristes... estamos realmente tristes, e com a alegria é a mesma coisa. E quando bate a depressão em alguém... parece que contagia! É mesmo... se uma das meninas está triste.. fico também! Já me falaram disso também, pra ficarmos longe de “negatividade” , mas com isso não concordo. Eu e as minhas amigas fizemos uma grande parceria. Viramos amigas de infância em apenas 1 mês... e nos ajudamos muito! Uma levanta a outra! Uma ajuda a outra! Ah, e quando estamos empolgadas... quando dormimos com o “bozo”, como nos divertimos!!! Tudo é motivo pra zoarmos uma com a outra! Essa tem sido a melhor parte... Não sei como seria sem minhas amigas....Sem a minha Ivana (nos chamamos assim, “My Ivana – My Fê ... não, não virei sapatão... rsrsrrs, apesar de ter várias amigas que são... ainda espero por um amor – homem.... mesmo sendo muito difícil achar esta categoria por aqui.... rsrsrsrs).

Falando em amor... a gente fica bem carente por aqui... E quando você é do SPA, e Staff, os meninos caem matando em cima da gente... é verdade! Não to zoando não! Somos cogitadas mesmo!!! “As meninas do Spa” Somos famosas... KKKK. Na verdade... há um tempinho ficamos mais famosas por outro motivo!!! Rsrsrsrs, mas essa história merece uma publicação em um só tópico... depois tento explicar... mas só pra deixar um gostinho.... Ficamos pra história do Costa Fortuna!!!! KKKKKKK... Até warnings renderam!!!
Então... voltando em falar de amor... a carência bate... mesmo... a vontade de ter alguém aqui pra ficar junto... abraçar, visitar, telefonar e se preocupar, é bem grande... Mas como tudo que acontece de noite, de manhã já estão todos sabendo... inclusive o padre e o comandante, estou evitando qualquer paquerinha por enquanto. E isso é muito bom.... porque várias coisas estão se encaixando na minha cabeça. Algumas peças que estavam sobrando, foram encaixadas, e achei algumas respostas pra várias perguntas que sempre me fiz, e não chegava a conclusão nenhuma. Morar no navio também pode ser visto como uma forma de auto-conhecimento,; auto-analise... e dependendo do ponto de vista... um sanatório....

Vida de navio (1)

Indo pra Disco! Sim... a gente podia :)..... rsrsrrs.... mas depois de alguns warnings... proibiram :(


Nossa... é tempo demais sem escrever... Lembro quando ficava xeretando os blogs alheios e percebia que as meninas escreviam quase todos os dias antes de entrar no navio... aí depois sumiam, por longos e longos meses. Nunca entendi o porquê, mas hoje, achei a resposta! Não dá tempo! Na verdade não é porque trabalhamos 24 horas por dia, é que o tempo que temos de sobra, preferimos lavar roupa, ir passear na área dos passageiros, ver os amigos no crew bar, passear nas horas off, ou dormir.... ahhhh, dormir ainda é a melhor escolha de todos que estão mais de 1 mês. É engraçado. No primeiro mês são todos iguais. Nas minhas primeiras semanas era crew bar todos os dias... cervejinha, sorrisos, maquiagem, roupa limpa e sempre de sandalinha. Conversava com todos, fazia novos amigo, e sempre estava de bem com a vida. Hoje... crew bar só se for direto do trabalho, senão bate preguiça e eu desisto.. cerveja, só se me dão, pq meu crew pass não tem mais crédito... roupa: de uniforme com chinelo havaina, ou um vestidinho encardido que uso todos os dias. Maquiagem, aquela que sobrou do dia todo, cabelo solto depois de um dia todo de coque... imagina a beleza..... Ahhhh, esse navio tá acabando comigo. Ai que sono!!! É real... é muito sono. Tem dias que estou off de manhã, e rezo pra estar chovendo, pra não ficar com dor na consciência de ter escolhido dormir ao invés de sair pra passear. Tive 2 offs em Porto Belo e ainda não desci... sempre achei que estava chovendo!!! Rsrsrs. É verdade!!! O navio acaba com a gente mesmo!!! Meu cabelo ta uma caca!!! Não só o meu, de todo mundo! A água daqui é péssima. É grossa. Deixa o cabelo pesado, como se tivéssemos lavado com óleo, mas não deixa oleoso, e sim seco, ressecado, desidratado, opaco, sem vida... igual a pele... ainda bem que trabalho.. no SPA... ahhhh, e “dále” hidratante!!!! Port cleaning com mini facial... vou tirar uma foto pra vcs verem... é um luxo! Lancei moda e agora as meninas... minhas seguidoras, também fazem!!! KKKK! Juro que na próxima tiro uma foto!

Mini facial: preparaçao para o port cleaning semanal!!!!


O corpo dói todo, o tempo todo... e os pés... nossa!!! Sempre cuidei muito do meu pé... cuidava porque sempre odiei o pé dos outros (todo mundo sabe disso)... Desde pequena tenho nojo de pé, de qqr pessoa, menos dos meus... pq eles sempre foram lindos... “foram” porque agora... além de chulé, e ressecados, eles doem demais.... e depois dessa profissãozinha que inventei... tenho que fazer massagem nos pés dos outros!!! Urghhhhhhhhh!!!! Reflexologia! 50 minutos olhando e tocando no pé dos outros!!!! Blergh! Mas tenho uma técnica: Em todo começo de tratamento, de qqr massagem, temos que fazer o “welcome touch” , que é uma frescura que a Steiner inventou para “introduzir o toque do terapeuta” (iiiii, nem vem pensar besteira!!! Rsrsrs). Então pegamos um par de luvas quentes, pingamos uma gota de Lime Essential oil, e “introduzimos” rsrsrsrs, o toque nos pés do cliente. Na verdade fazemos uns 3 movimentos com a luva na solas dos pés e na base, e dispensamos as luvas no chão ... Já eu não... eu jogo uma 5/10 gotas de lime (dependendo do tamanho do nojo) e esfrego aquelas luvas até ela ficarem geladas.. e se vejo q o tal do pé ainda ta sujo... repito o processo 2, 3 vezes!!! KKKKK. Só boto a mão no que eu sei que ta limpinho!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... Ê, mas que mente suja essa sua, hein!!!! KKKK.

Qdo estávamos na travessia, o barco já tinha a cara do Brasil. No último Veneza entrou mais uma porrada de tripulantes brasileiros.. a língua oficial passou a ser o português... já não me importava mais em estar no elevador e ficar muda com as minha amigas para não ser mal educada de falar uma língua que ninguém ia entender.... a partir de Veneza o navio era nosso!!! Rsrrsrs. O mais legal é que era nítido a alegria dos tripulantes mais antigos, de estarem indo pra casa. A comida começou a mudar, as músicas no crew bar, e até os filipinos começaram a falar “oi, tudo bem?” ao invés de “Ciau (oi em italiano), how are you? Isso quando eles não lançam um: “ Oi gatinha!” rsrsrsr.
Falando em travessia... foram 20 longos dias com os mesmos passageiros. Já sabíamos o nome da maioria daqueles que freqüentavam a academia todos os dias. Já sabíamos exatamente quem tinha grana e poderia comprar algum produto, e aqueles que a gente nem precisava oferecer pq de lá, não ia sair nada mesmo... rsrsrsrs. Mas de uma coisa a travessia me provou: Nasci pra ser fisioterapeuta... na área que estava. Com neuro mesmo.

No 2° dia de navegação, apareceu um senhor na recepção com a esposa... Na verdade já tinha visto ele algumas vezes por lá, mas foi a primeira vez que falei com ele. Estava na cadeira de rodas. Na Europa tivemos muitos cadeirantes como passageiros... mas este foi o único que conversei. Ele perguntou sobre um hidratante que publicaram no jornalzinho que estava em promoção. Vendi, e eu disse: “ Vc está com cara de quem precisa de uma massagem!” E ele: “Ah, e não sei se alguém poderia fazer massagem em mim. Faço fisioterapia 4 vezes por semana, preciso de alguém que saiba realmente o que fazer! – “ Ah, então o senhor acabou de encontrar!” ... E foi assim que tudo começou.... rsrsrsrs. Mrs. Jake era canadense, de 78 anos, mas parecia que tinha 50! Tinha uma vontade de viver e reaprender a ser independente que dava gosto de ver! Teve uma inflamação na coluna há sete anos e ficou paraplégico. Hoje está conseguindo dar alguns passos, e por incrível que não pareça, eu fiz ele voltar a sentir as mãos!!! Sou o máximos mesmo! Ele disse que pensava que sentia as mãos... mas a cada vez que eu atendia ele, os movimentos e a sensibilidade dele voltavam mais ainda.... Mágica? Não.... experiência... e amor pelo que faço... Fiquei muito feliz em conhecê-lo. Tinha um inglês mais lindo do que os ingleses, que eu já adorava... E viramos grandes amigos. Ele marcou massagens comigo 6 vezes (Isso que cada massagem custa 130 Euros)! Ao todo foram 120 dólares e 40 euros de caixinha!!! Conversávamos sobre tudo! Ele é paleontólogo, já viajou o mundo inteiro, mas era a primeira vez no Brasil. A cada parada do navio (Fortaleza, Salvador, Recife, Maceió, Rio) eu explicava pra ele como as coisas funcionavam.. os lugares aonde ele deveria conhecer, os cuidados que ele deveria ter... ah, foi tão legal conhecê-lo.... Valeu pela travessia inteira! E é claro que ganhei mais um voto no bravíssimo!


Fotinhos da travessia:


Napoles - Nao desci... tava trabalhado no dia :(
Malta - Lugar mais diferente que jah vi. Divino!

Malaga - Espanha

Mindelo - Cabo Verde: a meio oceano do Brasil





Corfu - Eu tava dentro de um castelo :) !!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SPA SATURNIA – Deck 11

Nosso Time



Minha sala é a maior do Spa, não porque eu seja especial e ganhei uma sala grande. Na verdade acho q me deram esta sala porque ninguém queria mesmo. Rsrsrsr. Ela é a mais barulhenta de todas , porque a brinquedoteca é bem em cima e tenho certeza que as crianças treinam o salto triplo carpado bem no horário que eu estou atendendo. A tomada da sala fica longe do carrinho e tem um espelho gigante a mais pra limpar, mas eu gosto muito da minha sala. Aliás estou nela agora. No meu tempo de folga, que é praticamente o tempo todo, fico escrevendo no meu caderno, e qdo chego na cabine passo pro meu computador. A minha maca é a única elétrica e fica mais alta do que as outras, (minha coluna agradece), e além disso aqui é o centro de encontro das brasileiras. É aqui que arrumamos o cabelo, retocamos a maquiagem e cochichamos.
Tem também a sala chamada “Couples Room”. Tem uma vista linda para o mar e a massagem é feita em dupla, geralmente casais. Ela é maior do que a minha, mas é estreita demais para caber duas macas. Não consigo me movimentar e a Poli brinca comigo que eu faço a “dança do siri” pra passar de um lado pra outro da cama. KKK. A última massagem que fizemos juntas lá foi uma comédia. A sorte é que os clientes ficam com os travesseirinhos de lavanda nos olhos e não conseguem ver a gente rindo... rsrsrrss.






Couples Room


Percebi que eu gosto de fazer massagens. Sinto como se estivesse fazendo em mim, e viajo nos movimentos. No SPA tocamos umas músicas que passam em todas as salas, meio flauta com fundo de passarinhos e sons de água caindo. Entro no ritmo e a coisa flui. O mais legal é quando um cliente elogia no meio da massagem, aí fico empolgada e capricho mais ainda... KKK – ta parecendo que to falando de sexo! KKKKK! Mãe! Pula essa parte!!!!! KKKKKK

Ontem estava no desk com o Anderson e um espanhol chegou dizendo que já tinha marcado 2 massagens balinese. Uma ele já tinha feito o dia anterior e a outra seria hoje ás 18hs. Como ele falava espanhol, levantei pra conversar com ele porque finalmente conseguiria me comunicar com alguém. Aí ele perguntou se poderia trocar a técnica da massagem e a terapeuta, pq ele não tinha gostado. Não sabia se poderia fazer isso, mas troquei, e agendei pra mim. Qdo ele veio eu caprichei bastante, afinal não queria que ele me achasse pior do que a outra. O cara adorou, disse que minhas mão são muito boas (ó-lá, parece que estou falando “daquilo” de novo, rsrsrs), e disse também que “isso sim é que era massagem”. Fiquei tão feliz!
Qdo eu tava quase acabando a massagem, feliz da vida porque seria a primeira vez que eu iria tentar vender algum produto, já que o cara me amou, e eu meu portunhol é muito bom, ele começou a me paquerar. Perguntou: “ vc tampou meus olhos para eu não ficar te olhando?” Puts! Respondi que fazia parte do tratamento, que sempre fazemos isso para os clientes relaxarem, aí depois ele perguntou se eu era casada e aonde estava meu marido
Respondi que ele trabalhava no navio também. Ah! Fiquei puta! Terminei a massagem 10 minutos antes, parei de fazer sorriso Steiner, desisti de tentar vender alguma coisa, não toquei o sino e falei pra ele que esperaria lá fora pra ele pagar. Ah, fala sério!!! Isso só comprava a minha teoria.. aquela que a Milla acha o máximo: brasileira+massagista+tripulante= PUTA (portanto, não esqueçam disso futuras Steiner! Deixem claro, sempre, que somos profissionais........................ da massagem!!!) rsrsrsrs.
E nem gorjeta o “raio do hómi” me deu!!!

Um outro cliente estava tentando achar a porta da hidromassagem, que é escondida dentro do vestiário, e não tem placa. Ele se zangou porque não achava, e a gente não pode entrar no vestiário masculino pra mostrar... Ficou muito bravo com a gente que estava desk, e disse que ia embora e saiu adando! Eu, com meu jeitinho fofa de ser, fui conversar com ele, (em inglês). Insisti pra ele vir comigo disse que a mulher dele estava esperando ele lá, (e estava mesmo) que eu o levaria pelas caminho das salas das massagens, já que eu não poderia entrar no vestiário. Consegui convencê-lo, e ele foi meio à contra gosto. Hoje ele apareceu no SPA só pra perguntar meu nome e disse que ia votar em mim no “bravissimo”. (que é um questionário que os passageiros preenchem e votam em alguém que fez “ a diferença” no cruzeiro. Fiquei tão feliz!).


Meu amigo Andy lindo que fez

A língua

Festinha dos tripulantes



A maior dificuldade com certeza é a língua. Meu inglês tem melhorando porque converso bastante com a Ivana, minha cabinmate, e com o Darko, fitness do Spa e vizinho de quarto, que não sai da minha cabine. Mas no SPA tem sido uma catástrofe. A maioria dos hóspedes são alemães, Italianos, franceses e japoneses, e pra piorar eles não falam inglês. É uma loucura. Como neste Spa não tem recepcionista, revezamos quem ficará no desk, aí é um sufoco! Hoje fiquei com a Poliana de manhã. Foi só risada. Cada vez que chegava um alemão ou francês e fazia alguma pergunta, a gente balançava a cabeça fingindo entender, falava “ui, ui” e eles iam embora felizes. Sei lá o que perguntavam!
Os japoneses são uns fofos. Vibram com tudo que vêem , agradecem o tempo todo, estão sempre sorrindo, felizes e em bando. Fiz um dia o “Bye Bye line”. Rsrsrs... pois é, tem nome isso. Ficamos em fila, na saída do navio. Cada pessoa de um setor fica dando tchauzinho para os passageiros, e alguns passageiros respondem, e dão tcahuzinho também... mas os japoneses... ahhh, nada é igual a eles! Tiram fotos com a gente, agradecem milhões de vezes, pegam na nossa mão!!! São realmente uns fofos!!!
Os italianos são meio grosseirões mesmo, como dizem. Se não falamos italiano eles ficam de cara feia, bravos, e saem andando. Parece que eles não admitem estarem em um navio italiano e ter pessoas trabalhando que não falam a língua deles. Estou tentando aprender... mas ta difícil. No meu 1° dia estava na recepção , puta da vida porque me deixaram sozinha lá. As “filipas” (filipinas) sempre fazem isso, somem e a gente que se lasca. Aí apareceu um italiano, daqueles com cara de mafioso e perguntou “La palestra?”, eu desinformada, não sabia que horas seria a palestra que a Milla ía apresentar, na verdade nem sabia que teria. Saí correndo pra academia pra perguntar pra ela, não achei a Camila e voltei pra recepção: “No ai palestra oje”, disse. Ele arregalou os olhos! A Dani apareceu, com suas asinhas de anjo; o chefe da máfia perguntou pra ela a mesma coisa, ela apontou pra porta e disse” per qua”. O cara olhou feio pra mim e saiu falando alto e reclamando. Deve ter me xingado horrores. Palestra significa academia em italiano. Puts! Que papelão!!!
É um saco isso! Essa coisa de não conseguir falar. Não conseguir se expressar. Eu me sinto impotente, burra, completamente incompetente! A comunicação é tudo! Todos os clientes que tive foram atendidos na mímica. Gostaria de poder conversar com eles, perguntar se sentem dor, aonde sentem, em quanto tempo. Se estão curtindo o navio, se a música da sala está muito alta. Avisar que o óleo da massagem está quente, perguntar se estão com frio... qualquer coisa. Meu Deus, como é difícil ser muda!

1° impressão

Minha cama!!! Renata e Simone




Hoje faz uma semana que estou aqui. Na verdade não sei se é sábado ou domingo. Aqui no navio, nós perdemos a noção de tempo, e dos dias da semana... os dias são contados pelas “paradas”: Dubrovnick, Santorini, Katakalon, Rhodes... e assim vai... As pessoas falam: “No dia de Mykonos, vamos todos pro Crew Bar”, como se fosse: Na quinta feira vamos pro Crew Bar.. é engraçado... estranho no começo... mas já estou fazendo isso... e olha que só estou em Veneza...
No dia 08, eu e a Milla acordamos bem cedinho, passeamos um pouquinho na “Cidade Velha” de Dubrovnick - Croácia - (tava tudo fechado) e depois fomos para o navio... O frio na barriga só terminou de noitinha.... quando botei a cabeça no travesseiro, e dormi com o balanço do mar, e que balanço... três comprimidos de “sissi” pra evitar o enjôo. E funcionou... não enjoei nenhum dia até hoje! Que beleza! Falando em “Que Beleza”, todas as vezes que tem embarque, ou Drill, os avisos são feitos pelos auto-falantes, em pelo menos 5 línguas, e no final de cada delas, o cara fala: “Que beleza!!!”, em português mesmo!! A primeira vez que ouvi pensei que estava ficando louca, mas eles falam mesmo!!! Rsrsrsr. É muito divertido!

Fomos até a porta do navio, naquelas pontesinhas que ficam lá para os passageiros descerem, e falamos para os seguranças, que somos tripulantes, que estávamos embarcando aquele dia. Ele chamou uma garota, Daniela, que nos levou ao seu escritório de mala e cuia, pediu os nossos documentos, passaporte, contratos da Steiner, essas coisas. Depois o Costel, nosso manager apareceu. A primeira impressão não foi muito boa, porque o cara é da Romenia, e dizem que os romenos são os gerentes mais terríveis da Steiner. Ele levou a gente pra conhecer as nossas cabines, e mudou as nossas chaves, pq até então a Daniela já tinha entregado a mesma cabine pra gente... Nossa felicidade durou 5 minutos... rsrsrs. Conheci minha roonmate, Ivana, ela é da Servia, e parece ser meia maluquinha. O quarto, kit, flat, cabine, ovo, estava uma zona só... bebida por todo lado!!! Ela pediu desculpas pq fez uma festinha no dia anterior e não teve tempo de arrumar! Oh my God!!! KKKKKKKKKK . Me arranjei num cantinho, e subi pro SPA junto com a Milla e o Costel... que até então eu ainda não tinha o apelidado de Pastel.... KKKKKKK.
Lá encontramos a Poli.... como foi bom ver que ela estava feliz... deu um alívio! Conhecemos todas as meninas, 2 italianas, 4 filipinas, 1 romena, 1 brasileira - a Dani (a mais fofa de todas) e o Anderson, cabelereiro meio brasileiro meio italiano, e completamente gay! Rsrsrs! Figuraça de tudo! Falando em gay: 98% dos homens deste navio são gay, 80% deles, dão na cara, 10% são “come quieto” e os outros 8% tentam esconder, mas qdo a bebida aparece!!! Todos viram purpurina! Rsrsrs. É muito divertido estar com eles, o ruim é que não vou arranjar nenhum namoradinho desse jeito! Toda vez que a gente conhece alguém, ou tem embarque de tripulantes novos, falamos: oi tudo bem? Vc é gay? É verdade! Todas as meninas fazem isso!!! Rsrsrrss.

Depois do tour pelo SPA, descemos pra colocar o uniforme, fazer aquele crachá (name tag) com o nosso nome e a bandeirinha do país, o meu ficou lindo: Fernanda Casagrande, do jeito que eu queria, sem o Oliveira, Massage Therapist, Brazil.... adorei! Passamos no médico pra entregar os exames, fomos no crew bar tomar um café, fizemos um mini Drill, com o Giovanni, Oficial Italiano responsável por tudo ligado à segurança do navio. E à noitinha, depois de eu ter socado minhas roupas no ultra-mini-light armário, fomos no crew bar de novo, tomar uma, duas, três cervejinhas. Temos um desconto bem grande em tudo.

No dia seguinte atendi uma pessoa... fiquei desesperada, como se nunca tivesse feito uma massagem na vida, mas tudo correu bem. Não fiz todos os passos que a Steiner ensina, pq realmente não dá tempo... e o tempo é precioso, porque é um cliente atrás do outro,mas eu ainda não cheguei a isso, tive no máximo 3 clientes por dia, em 12 horas de trabalho... Não vejo a hora que chegue o Brasil pra poder falar português com os passageiros, e conseguir vender algum produto.

A primeira semana tem Drill todos os dias. São aulas de segurança no navio, que dura aproximadamente 1 hora. É bem legal, conhecemos aonde temos que ir em caso de emergência e abandono do navio. No dia do 1° embarque de passageiros que passei, em Veneza, fomos todos com aquele colete amarelo, de tripulante, mostrar aos passageiros como fazer para amarrar o colete certinho. Me achei!!! Lembrei das vezes que fui passageira e imitava o carinha explicando tudo... hoje, eu sou “carinha”... e as pessoas imitam mesmo! É muito engraçado! Se eu meter o dedo no nariz, é capaz que eles coloquem também!!!! KKKKKK



Eu Mila e Poli